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© Adagp, Paris / Cnap

The Typographer The Typographer
Bouchra Khalili

2019
3’30’’
27 agosto
às 21h30
Curadoria Pascale Cassagnau
Sessão Mundos partilhados

Ainda adolescente, sob tutela do Estado, Jean Genet foi colocado num centro de aprendizagem em Seine-et-Marne para se formar como tipógrafo. Durante algumas semanas, Genet frequentou o curso de tipografia, antes de fugir. Ao longo da vida, manteria uma atenção particular à composição dos seus textos e à tipografia enquanto campo profissional.

O filme de Bouchra Khalili, cuja obra se constrói como um arquivo de memórias, evoca a relação de Jean Genet com a composição tipográfica ao recriar a frase que serve de epígrafe a Un captif amoureux. A obra destaca um processo — uma prática de arquivo e de inscrição de vestígios —, interrogando a noção de marca e de impressão, bem como a “composição” da imagem, entendida tanto como trabalho de enquadramento quanto de texto. Coloca ainda em jogo o apagamento de signos, imagens e palavras, mas também o gesto potencialmente salvador, até redentor, do próprio fazer artístico.

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© Adagp, Paris / Cnap

The Typographer
Bouchra Khalili

2019
3’30’’
27 august
at 21h30
Curator Pascale Cassagnau
Session Shared Worlds

While still an adolescent, and under the custody of the State, Jean Genet was placed in a learning center in Seine-et-Marne to train as a typographer. For a few weeks, Genet attended the typography course, before running away. Throughout his life, he would pay particular attention to the composition of his texts and to typography as a professional field. 

Bouchra Khalili´s film, a work built as an archive of memories, evokes Jean Genet´s relationship with typographical composition by recreating the phrase which serves as the epigraph in Un captif amoureux. The work highlights a process — a practice of archiving and the inscription of traces — of questioning the notion of branding and print, as well as the “composition” of image, understood as both a framing task, as well as text. It throws in the erasure of signs, images and words, but also the potentially liberating, even redeeming, gesture, of the very act of making art.

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