🎬 OPEN CALL 2026
✨ VENCEDORES ✨

𝗣𝗿𝗲́𝗺𝗶𝗼 𝗔𝗾𝘂𝗶𝘀𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗘𝗗𝗣/𝗠𝗔𝗔𝗧
FILME PIN, Maria Rojas Arias e Andrés Jurado, 2026

FILME PIN (2026), de Maria Rojas Arias e Andrés Jurado, estabelece um inventário de objetos.
A partir de uma coleção de “pins” políticos (emblemas partidários, sindicais, etc.), descoberta entre os pertences de um familiar, a narradora vai-nos fornecendo elementos soltos, fragmentos de uma história individual, mas também coletiva, de empenhamento político e social. É esse caráter fragmentário da obra e a não imposição de uma leitura linear ou de uma interpretação fechada; é o caráter das sequências (apresentadas como não encenadas), incorporando hesitações, dúvidas e enganos, que confere a esta obra a sua originalidade enquanto discurso estético, reforçando simultaneamente o valor documental que também possui. (João Pinharanda)

𝗠𝗲𝗻𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗛𝗼𝗻𝗿𝗼𝘀𝗮 (𝗙𝘂𝗻𝗱𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗘𝗗𝗣/𝗠𝗔𝗔𝗧)
OUTROS, Bruno Gularte Barreto, 2024

OUTROS (2024), de Bruno Gularte Barreto, apresenta-nos, de uma forma aparentemente neutra, um conjunto de retratos de personagens da pequena povoação onde o autor nasceu e cresceu. Mas esses retratos são tudo menos neutros: primeiro, temos a encenação (pose, adereços, cenário) de cada um; depois, a projeção obriga-nos a fixá-los durante o tempo que o autor pré-estabelece; finalmente, percebemos que as personagens estão em pose estática, mas que tudo em redor (natureza, animais, etc.) se move. A sobreposição destas três realidades cria uma estranheza que nos devolve a estranheza dos olhares de cada um dos seus conterrâneos, do seu mundo coletivo e interior. (João Pinharanda)

𝗣𝗿𝗲́𝗺𝗶𝗼 𝗜𝗻𝗰𝗲𝗻𝘁𝗶𝘃𝗼 𝗗𝘂𝗽𝗹𝗮𝗰𝗲𝗻𝗮 (𝗲𝘀𝗰𝗼𝗹𝗵𝗮 𝗱𝗼 𝗽𝘂́𝗯𝗹𝗶𝗰𝗼)
SOLTA, Salomé Lamas, 2026 SOLTA

Na fenda entre solta — libertação, o solto, o livre — e o circuito fechado que nomeia, a migração é encenada como regresso instrumentalizado, e a liberdade como a forma mais disciplinada de obediência. O que parece libertação é o seu contrário: pombos-correio criados para que o voo sirva apenas para regressar.

Open Call 2022