Resiliência. Esperança. Comunidade.

Vivemos no meio de discussões especulativas sobre a era pós-pandemia. Há uma tensão entre ordem e rutura que se reflete na produção artística.
O papel da arte é promover um diálogo significativo sobre os importantes desafios sociais, políticos e ambientais que o mundo enfrenta nos dias de hoje. Conflitos de raça e classe, emergência climática, guerras, pandemia, são crises com uma dimensão planetária que os artistas do nosso tempo estão a explorar.
Como podemos criar novos conhecimentos e aproveitá-los como ferramenta de reflexão crítica e, em última análise, de mudança coletiva?
Em 2022, o FUSO quer realçar a possibilidade de existência da arte como um gesto de resiliência e esperança.

Esfera

SOBRE O FUSO

Criado em 2009, o FUSO é o único festival português de videoarte, de produção nacional e internacional, com uma programação regular anual em Lisboa e nos Açores (FUSO Insular). A programação é tão eclética quanto o são as linguagens que dão corpo à videoarte. Como medium, é sem dúvida o que tem maior flexibilidade, maior capacidade de abarcar e cruzar as disciplinas artísticas contemporâneas: as artes visuais, a performance, a dança e o teatro, o cinema ou a literatura.

A sua programação junta obras já canónicas dos primórdios da videoarte com as mais contemporâneas, contribuindo desta forma para dar uma visão mais integrada da evolução da videoarte a par dos desenvolvimentos artísticos na sociedade contemporânea ao longo dos últimos 60 anos. A própria evolução do suporte analógico para o digital implica, necessariamente, o desenvolvimento de novas linguagens e possibilidades de manipulação e expansão da imagem em movimento.

Tal como nas anteriores edições, o FUSO 2022 apresenta obras selecionadas e apresentadas por curadores nacionais e internacionais, em programas desenhados especificamente para o festival. A notoriedade e experiência dos curadores convidados garantem a consistência e qualidade da programação, composta por obras de artistas de renome internacional em paralelo com obras de jovens artistas, quer portugueses quer estrangeiros. E, cada ano, o festival homenageia artistas históricos.

Uma das principais vertentes do FUSO é a promoção da nova criação nacional. Todos os anos é realizado um concurso (Open Call) aberto a portugueses e estrangeiros residentes em Portugal, com o objetivo de divulgar, distinguir e incentivar artistas emergentes.

São atribuídos dois prémios - o Prémio Aquisição Fundação EDP/MAAT, e o Prémio Incentivo AR.CO, uma bolsa de estudos para frequência de um ano letivo de "Projeto Individual" no departamento de Cinema/Imagem em Movimento da escola.

O convívio diário dos curadores e artistas durante a semana do festival proporciona o estabelecimento de novas parcerias, gerando uma rede de conexões e colaborações. Parte também daqui a circulação e internacionalização dos artistas e das suas obras. Para além disto, o FUSO é também apresentado em diversas cidades portuguesas e de outros países, desenhando diferentes formatos de exibição adaptados ao local.

É desta forma que o FUSO cumpre a sua missão de fomentar a diversidade cultural e de contribuir para a divulgação dos artistas portugueses dentro e fora do país.

Atualmente, no Arquipélago dos Açores, tem lugar O FUSO INSULAR - Mostra de Videoarte dos Açores, com sessões programadas por curadores nacionais e internacionais, e um laboratório criativo para artistas locais. O Laboratório Imagem em Movimento, programa de residência realizado durante o verão na ilha de São Miguel, tem como meta a criação de uma obra em vídeo, constituindo uma plataforma para a apresentação destes artistas. A Mostra apresenta também duas sessões temáticas com obras históricas e contemporâneas de artistas nacionais e internacionais, com o intuito de ampliar o conhecimento da videoarte nos Açores,

Ao estimular o pensamento crítico em torno dos novos meios e promover o enriquecimento do conhecimento e divulgação da arte vídeo no panorama português, o FUSO contribui de forma significativa para a dinâmica da arte contemporânea nacional.

Esfera

Director
António Câmara Manuel

Director Artístico
Jean-François Chougnet

Coordenadora Geral e Curatorial
Rachel Korman

Júri Open Call
Irit Batsry, Isabel Nogueira, Margarida Chantre, Susana De Sousa Dias, Sofia Arriscado e Costanza Givone

Directora de Produção
Ana Calheiros

Director Técnico
Alexandre Almeida Coelho

Assessoria de Imprensa e Redes Sociais
Rita Bonifácio / Paris, Texas

Design Gráfico
ilhas studio

Website
Maria Nery

Fotografia
Alípio Padilha

Produção
DuplaCena
Horta Seca