Aline Motta

Aline Motta (1974, Niterói, Rio de Janeiro) vive e trabalha em São Paulo.Em 1995, licenciou-se em Estudos de Comunicação no Rio de Janeiro (UFRJ) e, em 2004, concluiu os seus estudos em Produção Cinematográfica na The New School University, em Nova Iorque. A sua prática artística recorre ao vídeo, fotografia, instalação, texto, colagem e performance, refletindo sobre memória pessoal e coletiva, identidade e ancestralidade. As suas vídeo-instalações são frequentemente acompanhadas por performances ao vivo. As suas obras têm sido apresentadas e premiadas em importantes espaços de arte e festivais de cinema no Brasil e internacionalmente, integrando também relevantes coleções.Mais informações: https://www.alinemotta.com

Ana Vaz

Ana Vaz é uma artista e cineasta brasileira cujo trabalho e filmes abordam as relações entre o eu e o outro, o mito e a história, através de uma cosmologia de signos, referências e perspetivas. A partir de assemblagens de material filmado e encontrado, os seus filmes combinam etnografia e especulação na exploração das fricções e ficções inscritas tanto em ambientes naturais como construídos. Licenciada pelo Royal Melbourne Institute of Technology e pelo Fresnoy – Studio National des Arts Contemporains, Ana Vaz foi também membro do SPEAP (Sciences Po School of Political Arts), um projeto concebido e desenvolvido por Bruno Latour.

Antoni Muntadas

Antoni Muntadas nasceu em 1942, em Barcelona, e vive em Nova Iorque desde 1971. Estudou Arquitetura na Universidade de Barcelona e obteve o grau de mestre pela Escuela Técnica Superior de Ingenieros Industriales, tendo também estudado no Pratt Graphic Center.
Ao longo da sua carreira, lecionou e dirigiu seminários em diversas instituições na Europa e nos Estados Unidos, entre as quais a École des Beaux-Arts, a University of California San Diego, as escolas de Belas-Artes de Bordéus e Grenoble, o San Francisco Art Institute, a Cooper Union, a Universidade de São Paulo e a Universidade de Buenos Aires. Atualmente, é professor visitante no Programa de Artes Visuais da Escola de Arquitetura do Massachusetts Institute of Technology, em Cambridge, e no Istituto Universitario di Architettura di Venezia, em Veneza.

Muntadas desenvolveu um vasto corpo de trabalho em diversos meios, incluindo fotografia, vídeo, publicações, Internet, instalações multimédia e intervenções urbanas. Através dos seus projetos, aborda questões sociais, políticas e de comunicação, as relações entre o espaço público e o espaço privado nos contextos sociais, bem como a análise dos canais de informação e das formas como estes podem ser utilizados para censurar informação ou difundir ideias.

Bouchra Khalili

Bouchra Khalili formou-se em Estudos de Cinema e Media na Sorbonne Nouvelle e em Artes Visuais na École Nationale d’Arts de Paris-Cergy. Abrangendo cinema, vídeo, instalação, fotografia, gravura e edição, a sua prática explora os contínuos imperial e colonial, tal como se manifestam em fenómenos contemporâneos como a migração ilegal e as políticas de memória das lutas anticoloniais e da solidariedade internacional. Profundamente informada pelo legado das vanguardas do pós-independência e pelas tradições vernaculares do seu país natal, Marrocos, a sua abordagem desenvolve estratégias narrativas na interseção entre a história e as micro-narrativas. Combinando práticas documentais e conceptuais, investiga questões de autorrepresentação, agência autónoma e formas de resistência de comunidades tornadas invisíveis pelo modelo de Estado-nação.

Camila Freitas

Camila Freitas (1983, Lauro de Freitas, Bahia) vive e trabalha em Paris.Em 2007, a realizadora licenciou-se em Cinema pela Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói. Em 2008, especializou-se em direção de fotografia na École Nationale Supérieure Louis-Lumière, em Paris, trabalhando posteriormente como diretora de fotografia em curtas e longas-metragens. Em 2023, concluiu um mestrado em Artes Visuais na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Atualmente, desenvolve um doutoramento de prática artística na La Fémis (Paris), com a tese Livusias – Cartografias fílmicas nas margens do invisível, que investiga presenças espectrais, tradições orais e transformações ecológicas numa comunidade de ilha fluvial no nordeste do Brasil. Desde 2003, Camila Freitas realizou quatro curtas-metragens e uma longa-metragem, exibidas e premiadas em festivais no Brasil e internacionalmente. Atualmente, encontra-se a desenvolver a sua segunda longa-metragem, Livusias, com o apoio da SP-Cine (São Paulo).Mais informações: https://camilafreitas.art

Dania Reymond-Boughenou

Dania Reymond-Boughenou nasceu em Argel em 1982. A sua família deixou o país em 1994, durante a década negra, para se instalar em Marselha. Aí iniciou os seus estudos na Escola de Belas-Artes e prosseguiu com o curso do Fresnoy – Studio National des Arts Contemporains. A sua média-metragem Le jardin d’essai, filmada em Argel em 2016, foi apresentada em vários festivais, incluindo Angers, Brive, o Cinemed e Belfort, tendo recebido vários prémios. Les tempêtes, a sua primeira longa-metragem de ficção, encontra-se em pré-produção e será filmada em Argel em 2022. O seu trabalho questiona a dimensão ficcional potencial do documentário.

Elyla

Elyla é uma artista multidisciplinar nicaraguense cuja prática atravessa performance, vídeo, moda e investigação cultural. O seu trabalho explora identidades queer, memória coletiva e heranças coloniais na América Central, frequentemente através da reinterpretação de tradições populares e imaginários culturais.

Filipa César

Filipa César nasceu em Portugal em 1975; vive e trabalha em Berlim. Estudou na Faculdade de Belas-Artes do Porto e de Lisboa, na Academia de Artes de Munique e obteve o mestrado Art in Context da Universidade das Artes de Berlim (2007).O seu trabalho questiona a relação entre as imagens em movimento e a sua receção pública. A sua obra interessa-se pelos aspetos ficcionais do documentário e pela dimensão política das imagens, situando-se entre a crónica, o documentário e o cinema experimental.

Isadora Neves Marques

Isadora Neves Marques é artista e realizadora portuguesa cujo trabalho cruza cinema, literatura e artes visuais. A sua prática investiga temas como biotecnologia, género, reprodução e ecologia. Os seus filmes foram apresentados em festivais e instituições internacionais como Berlinale, Tate Modern e Centre Pompidou. Representou Portugal na 59.ª Bienal de Veneza.

Janaina Wagner

Janaina Wagner (1989, São Paulo) vive e trabalha em São Paulo, após vários anos a viver em França. Em 2012, concluiu uma licenciatura em Jornalismo e Belas-Artes em São Paulo (PUC-SP/FAAP) e, em 2025, um doutoramento no Le Fresnoy – Studio national des arts contemporains, em Tourcoing, França, em cooperação com a Universidade de Lille. Conhecida pela sua abordagem experimental, cruza cinema, vídeo, fotografia, desenho, instalação, objetos, cenografia e pintura para explorar as fronteiras entre narrativa visual e experiência espacial, bem como para refletir sobre os limites e formas de controlo que os seres humanos estabelecem sobre o seu meio envolvente. As suas obras têm sido apresentadas e premiadas em importantes espaços de arte e festivais de cinema no Brasil e internacionalmente, integrando também relevantes coleções.Mais informações: https://janainawagner.com

Manauara Clandestina

Manauara Clandestina é uma artista visual, performer e estudante de cinema travesti preta, natural de Manaus, Amazonas. Criada em contexto missionário evangélico, a sua obra explora a vivência travesti, afetividade e moda, utilizando técnicas de upcycling para refletir sobre corpos dissidentes e resistência. A artista mistura espiritualidade, rua e política. O seu trabalho foi apresentado no Museu de Arte de São Paulo (MASP), Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM), 36.ª Bienal de São Paulo e 60.ª Bienal de Veneza

Sonia Vaz Borges

Sónia Vaz Borges é historiadora cuja prática interdisciplinar cruza investigação, militância e organização sociopolítica. É licenciada em História Moderna e Contemporânea / Política e Relações Internacionais pelo ISCTE-IUL, em Lisboa, e tem um mestrado em História de África pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Doutorou-se em Filosofia pela Universidade Humboldt de Berlim

Tony Labat

Tony Labat (1951, Havana, Cuba). 
Labat emigrou para os Estados Unidos em 1966 e vive atualmente em São Francisco.  Formou-se no San Francisco Art Institute, onde também tirou o seu mestrado em Belas Artes. Recebeu inúmeros prémios e bolsas de estudo e de investigação de várias instituições, como a National Endowment for the Arts, Film Arts Foundation, San Francisco, Open Channels, Long Beach Museum of Art, Artspace, San Francisco, e a  Fleishhacker Foundation. Atualmente, Labat faz parte do corpo docente do Departamento de Performance e Vídeo do San Francisco Art Institute.

Com uma ironia mordaz e capaz de uma crítica social incisiva, as suas colagens narrativas provocativas e não-lineares confrontam a identidade cultural, a perda e o deslocamento. Adotando uma postura irreverente e muitas vezes subversiva, Labat representa a experiência da diferença e da marginalização a partir da posição mediada do “outro”, e desconstrói os códigos através dos quais os meios de comunicação social reforçam as mitologias culturais. Nas suas pastiches performativas idiossincráticas, imagens apropriadas e metáforas visuais inesperadas, Labat usa o disfarce, a teatralidade, a narração de histórias e a encenação como dispositivos narrativos. Em todos os seus trabalhos de vídeo, Labat usa vídeos de baixa resolução e performance como mecanismos narrativos. As narrativas fragmentadas de Labat, em alguns momentos pungentes e em outros satíricas e agressivas, são articulações brutais da política da alienação cultural.

Zheng Bo

Zheng Bo vive e trabalha na ilha de Lantau, em Hong Kong. O seu trabalho investiga relações entre ecologia, política e sexualidade a partir de perspetivas mais-do-que-humanas. Partindo das histórias de comunidades marginalizadas e de plantas frequentemente consideradas “ervas daninhas”, desenvolve projetos que incluem jardins espontâneos, slogans vivos, filmes eco-queer e oficinas wan wu, explorando formas de conhecimento ecológico e imaginando modos de coexistência para além das lógicas do Antropoceno.