Alia Syed

Alia Syed nasceu em Swansea, País de Gales, e vive entre Londres e Glasgow. Faz cinema experimental há mais de 25 anos. Os seus filmes recaem sobre questões de memória, representação e colonialismo, explorando e questionando as estruturas pessoais e as realidades históricas nas narrativas pós-coloniais. Os seus dois trabalhos mais recentes combinam o seu interesse em contar histórias (storytelling) com uma apresentação apelativa da história enquanto narrativa visual, recorrendo a diversas subjetividades para recontextualizar, respetivamente, o fluxo de tempo do rio Tamisa e a regeneração da cidade de Glasgow.
A sua abordagem singular conjuga diferentes posições subjetivas em relação à cultura, diáspora e lugar, especificamente no que diz respeito ao género e noções de diferença cultural. Os filmes de Syed têm sido exibidos em numerosas instituições em todo o mundo, incluindo: BBC Arts Online (em curso), The Triangle Space: Chelsea College of Arts, Londres (2014), Los Angeles County Museum of Art, EUA (2012-13); 5ª Bienal de Moscovo (2013); Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA), (2010); Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Madrid (2009); XV Sydney Biennale (2006); Hayward Gallery, Londres (2005); Tate Britain, Londres (2003); Glasgow Museum of Modern Art, Escócia (2002); Iniva, Londres (2002); The New Art Gallery em Walsall, West Midlands, Reino Unido (2002); Tate Modern, Londres (2000). Os seus filmes foram objeto de exposições individuais na Talwar Gallery, Nova Iorque e Nova Delhi. É representada por esta galeria. Foi nomeada para o Derek Jarman Award em 2015.

Ana Teresa Martins

Ana Teresa Martins. Nasci em Lisboa no final do ano 2000, mas sempre vivi em Almada. Desde nova que tenho uma relação próxima com arte, tendo feito dança clássica e contemporânea durante vários anos, mas apenas na Licenciatura em Ciências da Comunicação na FCSH é que despertou em mim um interesse pelo cinema. Sou agora aluna do curso de cinema/imagem em movimento do Ar.Co.

Cao Guimarães

Cao Guimarães nasceu em 1965 em Belo Horizonte, Brasil, onde vive e trabalha. Cao Guimarães atua no cruzamento entre o cinema e as artes plásticas. Com produção intensa desde o final dos anos 1980, o artista tem suas obras em numerosas coleções prestigiadas como a Tate Modern (Reino Unido), o MoMA e o Museu Guggenheim (EUA), Fondation Cartier (França), Colección Jumex (México), Inhotim (Brasil), Museu Thyssen-Bornemisza (Espanha), dentre outras. Realizou dez longas-metragens, que participaram de renomados festivais internacionais como Cannes, Locarno, Sundance, Veneza, Berlim e Rotterdam. Ganhou retrospectivas de seus filmes no MoMA, em 2011, Itaú Cultural, em 2013, BAFICI (Buenos Aires) e Cinemateca do México em 2014. Em setembro de 2017 inaugurou a maior exposição e retrospectiva acerca de sua obra em território europeu, no Eye Film Museum, em Amsterdã. É representado pela Galeria Nara Roesler, de São Paulo, e Galerie Xippas (Paris e Montevideo).

Caetano Dias

Caetano Dias (Feira de Santana, Bahia, 1959). Vive e trabalha em Salvador, Bahia. Dias trabalha com vídeo, pintura, obras tridimensionais, instalação multimídia, fotografia digital e performance. Seu trabalho reflete as relações entre corpo e identidade, memória e pertencimento, tornando estes alguns dos principais eixos da sua pesquisa na arte. Começou a expor individualmente a partir de 1989. Tem participado de exposições importantes representando a Bahia e o Brasil, como XVIII Festival de La Peinture (França), The Brazilian Northeast Festival Contemporary Art (Portugal) e Feira Internacional de Arte (Estados Unidos). Entre individuais e coletivas realizou mostras no Brasil – Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Olinda, João Pessoa, Belém, Brasília, Feira de Santana, Recife, Santos, São Félix, Curitiba –, e no exterior – Nova York (Neuhoff Gallery), Paris (Galerie Vivendi), Havana (Casa das Américas). Sua obra foi premiada no 16º Festival de Arte Contemporânea Sesc/Videobrasil (2007) com residência no Le Fresnoy, em Tourcoing, França.

Daniel Barroca

Daniel Barroca, nasceu em Lisboa, em 1976. É formado em Artes Plásticas pela ESAD, nas Caldas da Rainha. Estudou pintura no Ar.Co, em Lisboa e participou do Curso de Artes Visuais do Projecto Gulbenkian de Criatividade e Criação Artística. Foi vencedor do Prémio União Latina de Jovem Criação e foi distinguido, ainda, com o prémio “Runner Up” na categoria de filme experimental, no IFCT, Washington DC, EUA. Fez residências artísticas na Academia de Espanha em Roma, Roma; na Kunstlerhaus Bethanien, em Berlim, na Q130x Gallery Residency Program, Atenas e na Rijksakademie van Beeldende Kunsten, em Amesterdão. Foi nomeado para o Prémio EDP Novos Artistas 2003. Começou a expôr em finais da década de 1990 e tem realizado exposições individuais e colectivas em instituições e galerias nacionais e estrangeiras. Os seus vídeos têm sido mostrados, igualmente, em vários festivais.

Gabriela Vaz-Pinheiro

Gabriela Vaz-Pinheiro é graduada em escultura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, e fez o Doutoramento em Belas Artes no Chelsea College, University of Fine Arts, Londres. Professora convidada na Central St. Martins College of Art & Design, em Londres (1998-2006). Os seus interesses dividem-se pela prática artística, o ensino da arte, e a investigação e escrita críticas. O seu trabalho artístico debruça-se sobre questões identitárias e contextuais como forma de interrogar a própria noção de indivíduo, entre narrativas pessoais e sociais. Tem realizado trabalho curatorial com várias colecções institucionais e também em contextos expositivos alternativos. Tem atividade editorial regular, na qual se incluem algumas publicações de artista. Ensina, desde 2004, na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, onde é Membro Integrado do i2ads, Instituto de Investigação em Arte Design e Sociedade.

Gui Athayde

Gui Athayde é um ilustrador e animador brasileiro, atualmente vivendo entre a Alemanha e Portugal. O seu objetivo é produzir um corpo de trabalho pertinente e contar histórias que emocionem as pessoas.

Haroon Mirza

Haroon Mirza ganhou reconhecimento internacional pelas suas instalações, que examinam a interação e o atrito entre ondas sonoras e eletromagnéticas e a corrente elétrica. Cria esculturas, performances e instalações imersivas, como “The National Apavillion of Then and Now” (2011) (Leão de Prata na 54ª Bienal de Veneza), uma câmara anecóica com um círculo de luz que cresce em intensidade luminosa em resposta ao aumento de sons sustentados ou repetidos, notas ou clusters de sons (drones) e que fica completamente escura quando há silêncio. Descreve-se como compositor, manipulando a eletricidade - um fenómeno natural vivo, invisível e volátil -, para a fazer responder a melodias diferentes, trabalhando com objetos tão variados como eletrodomésticos, vinis e turntables, LEDs, mobiliário, imagens vídeo e trabalhos artísticos existentes, para conseguir diferentes resultados. O seu trabalho induz-nos a reconsiderar as distinções percetivas entre ruído, som e música. Mirza estudou na Winchester School of Art, no Goldsmiths College (2006) e no Chelsea College of Art and Design (2007). Dentre as exposições individuais mais recentes destacam-se: CCA Kitakyushu, Kitakyushu, Japão (2020); John Hansard Gallery, Southampton, Reino Unido (2019); Australian Centre for Contemporary Art, Melbourne, Austrália (2019); Sifang Art Museum, Nanjing, China (2019). Em 2018, Haroon Mirza apresentou “Stone Circle”, uma escultura em grande escala, encomendada por Ballroom Marfa, Texas, que permanecerá in situ durante cinco anos. Em 2021, o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA), adquiriu “The National Apavilion of Then and Now” (2011) para a sua coleção.

Hoji Fortuna

Hoji Fortuna nasceu em Luanda, Angola. Frequentou o curso de Direito na Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto (1990-1993/Angola), e na Universidade Católica Portuguesa - Centro Regional do Porto (1997-2000/Portugal). É graduado em Administração Local pelo Centro de Estudos e Formação Autárquica de Coimbra (1994-1996/Portugal). Frequentou cursos de Interpretação Dramática em: Act-Escola de Atores (2005/Portugal); Stella Adler Studio of Actors (2009-2010/EUA); Berlinale Talent Campus (2014/Alemanha) e na Royal Central School of Speech and Drama (2015/Inglaterra). É ator desde 2001, tendo trabalhado em teatro, cinema e televisão, quer em Portugal quer no estrangeiro, para canais de televisão pública e privada e plataformas de streaming, bem como para instituições culturais, tais como: SIC, TVI, RTP, Teatro Nacional D. Maria II, Sony Pictures, ABC Network, BBC, AMC Networks, Rede Globo, Netflix e Amazon. Em 2011 foi galardoado com o prémio de Melhor Actor Secundário pela Academia Africana de Cinema e em 2021 financiou e dirigiu a sua primeira curta-metragem, “A Lisbon Affair”, que está na seleção oficial do 29th New York African Film Festival 2022.

Inês Norton

Inês Norton (n. Lisboa, 1982). Vive e trabalha em Lisboa. Licenciada em Design de Comunicação pelo IADE, termina o último ano do curso na Universidade Pontífice Católica - PUC, do Rio de Janeiro, no âmbito de um programa de intercâmbio (2005). Frequenta dois anos do curso de pintura no Ar.Co e faz o Slade Summer School Foundation Course, em Londres (2008-09). Entre 2010 e 2012, vive na cidade de Luanda, Angola, onde lecionou expressão plástica no âmbito do projeto de Apoio ao Desenvolvimento (ADPP), tendo participado na II Trienal de Luanda, com o lema: “Geografias Emocionais, Arte e Afetos” (2010). Em 2012 concluiu o Programa Independente de Estudos na Maumaus, em Lisboa. No seu corpo de trabalho, aborda questões ligadas ao binómio: natural/orgânico vs artificial/ sintético, numa abordagem de observação e registo destes dois conceitos aparentemente antagónicos, explorando os seus diálogos contemporâneos, pontos de intercepção, dissonância e tensão, assumindo-os como ponto de partida da sua linguagem artística, que vai naturalmente assumindo outras ramificações e problemáticas. Expõe regularmente o seu trabalho e está representada em várias coleções a nível nacional e internacional.

Jan Fabre

Jan Fabre (Bélgica, b.1958). Artista visual, encenador de teatro e escritor, é considerado um dos artistas mais versáteis e influentes de sua geração. Considera-se um artista “consiliente”, alguém que procura incessantemente o conhecimento e a ligação entre as diferentes disciplinas. É a partir daqui que consegue criar novas interpretações nos mundos das artes visuais, do teatro e da escrita. O fascínio pelo efémero e pelo invisível são catárticos, e têm uma posição central na sua obra. São características que enquadram a narrativa, e são omnipresentes em qualquer dos media com os quais trabalha. O trabalho de Jan Fabre foi exibido em exposições internacionais de referência, tais como a Bienal de Veneza, a Documenta, Kassel, ou a Bienal de Istambul. Este aclamado artista pluridisciplinar ainda vive e trabalha em Antuérpia, à frente da sua companhia, Troubleyn.

Joan Jonas

Joan Jonas nasce em 1936 em Nova Iorque. É recipiente de numerosos prémios e bolsas, incluindo o Kyoto Prize, Japão, em 2019; Anonymous Was a Woman Award, em 1998; American Film Institute's Maya Deren Award, em 1988, e uma Guggenheim Fellowship, entre muitos outros. Em 2015, Jonas é a artista seleccionada para representar os Estados Unidos na 57ª Bienal de Veneza. Os seus trabalhos em vídeo e as suas performances foram apresentados em todo o mundo.
Teve retrospetivas em: Queens Museum of Art, Nova Iorque; Stedelijk Museum, Amsterdão e Van Abbemuseum, Eindhoven, nos Países Baixos; Stadtgalerie Stuttgart, Estugarda, Alemanha. Teve exposições individuais e performances em: Kunstmuseum, Berna; Walker Art Center, Minneapolis, The Kitchen, Nova Iorque, San Francisco Museum of Art, Berkeley Art Museum e Pacific Film Archive, Berkeley, nos EUA; Yvon Lambert Gallery, Paris e Nova Iorque; Pat Hearn Gallery, Nova Iorque, Sonnabend Gallery, Nova Iorque, Dia: Beacon, Beacon, Nova Iorque; Castello di Rivoli Museo d'Arte Contemporanea, Turim, Itália, entre muitas outras. Representada em exposições coletivas em: Whitney Biennial, Nova Iorque; The Museum of Modern Art, Nova Iorque; Institute of Contemporary Art, Filadélfia; Museum of Contemporary Art, Los Angeles; Documentas 5, 6, 8, e 11 em Kassel, Alemanha; Kunsthaus Graz, Aústria; Museum Moderner Kunst, Viena, e Montreal Festival du Nouveau Cinema et de la Video, entre muitas outras. Jonas vive em Nova-Iorque.

Johanna Billing

Johanna Billing nasceu na Suécia em 1973, vive e trabalha em Estocolmo. Johanna tem vindo a fazer, desde 1999, trabalhos em vídeo que entrelaçam música, movimento e ritmo. Juntando os modos de produção de eventos coletivos ao vivo e workshops com uma linguagem cinematográfica, Billing consegue, por um lado, dirigir a atenção da audiência e, por outro, despoletar uma série de improvisações em torno da noção de performance, realçando as possibilidades que este oferece para explorar questões sobre o público e o privado, e da relação do indivíduo e a sociedade em geral. Aborda frequentemente climas políticos e especificidades culturais, mas o mais importante na sua obra é a transformação do seus filmes, através de um método documental, num espaço fictício para examinar eventos reais e artificiais e a forma como a compressão fílmica destaca as sobreposições.

Os filmes de Billing envolvem muitas vezes a música, que nas suas mãos se torna numa ferramenta de comunicação, memória e reconstrução.

José Maçãs de Carvalho

José Maçãs de Carvalho (Portugal), é artista, curador e professor universitário. Doutoramento em Arte Contemporânea - Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, em 2014; estudou Literatura nos anos 80 na Universidade de Coimbra e Gestão de Artes nos anos 90, em Macau onde trabalhou e viveu; Professor no Dep. de Arquitetura e no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, onde é coordenador do Mestrado em Estudos Curatoriais. É curador do Centro de Arte Contemporânea de Coimbra desde 2020. Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação Oriente, Instituto Camões, Centro Português de Fotografia e Instituto das Artes/Dgartes. Nomeado para o prémio BESPhoto 2005 (2006, CCB, Lisboa) e para a "shortlist" do prémio de fotografia Pictet Prix, na Suíça, em 2008. Entre 2011 e 2017 realizou várias exposições individuais em torno do tema da sua tese de doutoramento (arquivo e memória).

José Taborda

José Taborda (n. Lisboa 1994). Licenciado em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Estuda Belas Artes na Bauhaus Universität em Weimar, Alemanha. Vencedor do 1º Prémio A.J. Carpe Diem Arte e Pesquisa - Fundação Millennium BCP, vencedor do 1º Prémio de escultura D. Fernando II, premiado com o Bauhaus Essentials Prize. Expõe regularmente em Portugal e no estrangeiro. De entre as mais recentes exposições destacam-se: “Fénix”, Galeria Graça Brandão (2022); “Tracing the Infrathin”, Monitor Gallery, Lisboa (2022); a exposição individual “Wing Walking”, Eigenheim Gallery, Berlim (2021). As suas obras também foram apresentadas em: 71st Jeune Création, Fiminco Fondation, Paris (2021); Apophenia, Las Palmas, Espanha; Culturgest, Porto (2021); WIMBA, Steneby Konsthall, Suécia (2021); a exposição individual “149,597,870 KM em 7 passos”, Galeria Ocupa, Porto (2021); “New begginings”, VOGUE Magazine Portugal (2021); Bienal da Maia, Forum Maia, Portugal (2021); “9 Gabinetes”, MU.SA, Sintra (2021); “Cruise Control”, Mono, Lisboa (2021).

Juliana Julieta

Juliana Julieta (Barcelos, 1994). Artista plástica, licenciada pela FBAUP em Artes Plásticas, Pintura (2016) e Mestre em Pintura pela Faculdade de Belas Artes Lisboa (FBAUL 2016-19), graduação que culminou na Exposição Individual MEND THE GAP, 2019, Galeria Cisterna, Lisboa. Publicou a tese MEND THE GAP, O vazio que transborda em vida: pintura, 2019. O mestrado incluiu um Erasmus de 6 meses na EKA, Estonian Academy of Arts (2017). Expõe a nível nacional e internacional (Brasil, Estónia, Lituânia e Reino Unido). Estreou-se como artista representada pela Galeria Módulo (Lisboa) com a sua exposição individual Singular Plural (2021).

Júlio F. R. Costa

Júlio F. R. Costa (n. 1989) tem escrito e publicado artigos em torno de uma filosofia do mercado da arte contemporânea, nomeadamente acerca da obra de arte enquanto mercadoria e da posição do artista no mundo da arte atual. Enquanto artista visual está principalmente interessado no video-experimentalismo, com ênfase nas animações experimentais – aproveitando o gosto pelo desenho para as tornar “um bocadinho animadas”. Tem participado em festivais nacionais e internacionais, bem como em exposições de artes visuais. O seu primeiro romance “Retalhos da Vida de Eduardo Lopo” foi publicado em 2019. É presidente do Colectivo249 (www.colectivo249.com), onde luta pela descentralização da Arte.

Léna Lewis-King

Léna Lewis-King (b.1999) é uma artista-cineasta baseada em Portugal. O seu trabalho dedica-se às transformações mágicas quotidianas que surgem no interior das intersecções entre a natureza e a tecnologia. Concebendo a sua perspectiva de um ponto de vista feminista, debruça-se frequentemente sobre os aspectos psíquicos e espirituais da experiência vivida. Os seus filmes meditam sobre o impacto que a aceleração tecno-capitalista exerce sobre a vida efémera e sobre a vida no mundo. As experiências curatoriais de Lewis-King incluem a co-fundação do Apertura Institute (2022), a criação da publicação online 'open2' (2020-21), e a curadoria da exposição colectiva 'Point and Shoot' na Platform Gallery, Kingston School of Art, Londres (2020).

Leonor Sousa

Leonor Sousa é uma artista visual nascida em Lisboa, onde reside e trabalha. O seu trabalho desenvolve-se nos campos da pintura, performance e instalação, através dos quais explora e pesquisa as noções de espaço, arquitetura e trajetória. Criando gestos geográficos através de métodos ensaísticos, questiona a experiência humana no espaço através de estados de "estar em" e "existir onde". Pretende revisitar e repensar os paradigmas do espaço e cartografia.

Maria Lusitano

Maria Lusitano, (Lisboa, 1971) Vive e trabalha em Malmo e Londres.
Licenciada em Medicina na Universidade de Coimbra em 1997. Estudou na Ar.Co e Maumaus – Escola de Artes Visuais. Concluiu o Mestrado em Fine Arts na Malmo Art Academy, Suécia. Actualmente está inscrita no Doutoramento na Universidade de Westminster, na Grã-Bretanha. O trabalho da Maria Lusitano caracteriza-se principalmente pelo uso do vídeo. Desenvolve projectos baseados em investigação que se apropria da metodologia de disciplinas como a sociologia, história ou a realização de documentários. Os seus principais interesses são as utopias históricas, a emigração e retratos psicológicos. Explora o espaço híbrido entre vídeo experimental, documentário e filmes de ficção.
Expõe regularmente em diversas iniciativas artísticas tanto nacional como internacionalmente.

Marcelo Moscheta

Marcelo Moscheta (1976, São José do Rio Preto, Brasil). Vive e trabalha em Coimbra, onde desenvolve sua investigação de Doutoramento em Arte Contemporânea. Utilizando a prática do fazer artístico com acentuadas referências conceituais, desde o início da sua carreira artística em 2000, o artista cria obras e exposições decorrentes de viagens a locais remotos, onde recolhe elementos e imagens da natureza e os reproduz através do desenho e fotografia, criando instalações e objetos. Recentemente, sua pesquisa está voltada para as principais relações do homem e meio ambiente, tecnologia e memória, identidades e nomadismo. Deslocamento, Território, Paisagem e Memória são seus principais interesses. Moscheta recebeu vários prémios e bolsas de pesquisa, incluindo The Pollock-Krasner Foundation Grant (2017), The Drawing Center Open Sessions Program (2015), Bolsa Estímulo FUNARTE (2014), Prêmio de Fotografia Marc Ferrez (2012) e o I Prêmio Pipa - júri popular em 2010, entre outros. O seu trabalho encontra-se representado em várias coleções privadas e institucionais.

Maxime Martinot

Maxime Martinot é realizador de cinema, editor e autor. Após os estudos na Université Paris 8, trabalhou entre a Bretanha, Paris e Lisboa. A sua primeira longa metragem, “Trois contes de Borges” (2014) foi premiada com dois prémios no FIDMarseille —Marseille International Film Festival, no mesmo ano, e estreou nos cinemas em 2018. O seu ensaio “Histoire de la Rèvolution” ganhou o Grand Prix André S. Labarthe do Entrevues Belfort Film Festival (França/2019). Em 2022, o filme “Les Antilopes” foi selecionado pela Académie des César para o César de melhor curta metragem documental.


Monica de Miranda

Monica de Miranda é uma artista visual, realizadora e investigadora portuguesa de origem angolana, que vive e trabalha entre Lisboa e Luanda. O seu trabalho interdisciplinar incorpora fotografia, vídeo, desenho, escultura e instalação - investiga as políticas pós-coloniais da geografia, da história e da subjetividade em relação a África e à sua diáspora, através de práticas espaciais críticas, prosseguindo uma pesquisa que procura esbater fronteiras entre ficção e documentário. É investigadora no Centro de Estudos Comparatistas da Universidade de Lisboa, onde está envolvida em projetos que examinam aspectos éticos e culturais dos movimentos migratórios contemporâneos, ligados à África Lusófona, como “Pós-Arquivo: Política de Memória, Lugar e Identidade”. Estudou Artes Visuais no Camberwell College of Arts e é doutorada em Artes Visuais pela Universidade de Middlesex. Monica de Miranda é cofundadora do projeto de residências artísticas Triangle Network (Lisboa, 2014), e uma das fundadoras do projeto Hangar (Centro de residências artísticas, Lisboa, 2014). O seu trabalho tem sido exibido internacionalmente, incluindo: 12ª Berlin Biennale (2022); Bienalsur – International Contemporary Art Biennial of South America (2020); Dakar Biennale, Senegal (2016); Bamako Encounters - African Biennale of Photography, Mali (2016); 14ª Bienal de Arquitetura de Veneza (2014). Teve exposições no Pera Museum, em Istanbul, Turquia (2017) e Caixa Cultural no Rio de Janeiro, Brasil (2017). O seu trabalho está representado em coleções públicas, incluindo o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), Fundação Calouste Gulbenkian e o Museu Nacional de Arte Contemporânea, todos em Lisboa.

Nuno Gonçalves

Nuno Gonçalves
nasci em coimbra em 1976, no dia das bruxas
vivo em lisboa
sou aluno de cinema / imagem em movimento no ar.co escola de artes
sou ativista feminista e pelos direitos lgbti+
sou professor, investigador e gestor de inovação, mas isso não interessa nada para aqui
fiz teatro amador e cantei em vários coros
fiz um curso de design de interiores na lsd
fiz parte de vários projetos de voluntariado
já viajei pelos cinco continentes mas não conheço quase nada

Pierre Coulibeuf

Pierre Coulibeuf é artista e cineasta. Nasceu em Elbeuf (França), em 1949. Vive e trabalha em Paris. Estudos literários (DEA e tese de pós-graduação). Chevalier de l'Ordre des Arts et des Lettres, França (2001). Pierre Coulibeuf está a desenvolver um projecto transdisciplinar: faz ficções experimentais (em filme) que investem no campo da arte, e onde as mudanças de identidade afectam os mundos ou artistas que inspiram as suas obras. Os seus filmes são apresentados tanto no cinema como, recompostos, sob a forma de instalações de vídeo-foto na rede de arte contemporânea. Suas obras fazem parte de importantes colecções públicas em França e no estrangeiro. Em 2013, a sua exposição no Espaço YUAN, Pequim, foi seleccionada para o Prémio Art China, na categoria dos artistas estrangeiros mais influentes na China (com Andy Warhol, Marcel Duchamp, Nobuyoshi Araki, Shirin Neshat). Em 2019, é laureado das Résidences Sur Mesure do Instituto Francês em Paris (Artes Visuais).

Remy Jungerman

Remy Jungerman (1959), um dos artistas mais importantes dos Países Baixos, estudou na Academy for Higher Arts and Cultural Studies em Paramaribo, Suriname, antes de ir viver para Amesterdão, onde estudou na Gerrit Rietveld Academy. No seu trabalho, Jungerman explora a interseção entre padrão e símbolo na cultura Maroon do Suriname, a diáspora africana em termos latos, e o modernismo do século XX, colocando fragmentos de têxteis Maroon e outros materiais encontrados na diáspora africana – o barro caulino usado em várias tradições religiosas ou os pregos na escultura Nkisi Nkondi – em contacto direto com materiais e imagética associada a tradições artísticas mais “instituídas”, apresentando, desta forma, uma visão mais global que simultaneamente enriquece e informa a nossa perspetiva da História da Arte. Jungerman representou os Países Baixos na 59ª Bienal de Veneza, em 2019. É cofundador e curador do Wakaman Project, Drawing Lines – Connecting Dots, que nasceu do desejo de examinar o lugar dos artistas visuais de origem surinamesa e destacá-los na cena internacional. Exibiu o seu trabalho a nível internacional em: Pavilhão dos Países Baixos na 58ª Bienal de Veneza, Itália; Prospect3, Nova Orleães; Brooklyn Museum, El Museo del Barrio e Jack Shainman Gallery, em Nova Iorque, EUA; Rennie Museum, Vancouver, Canadá; Stedelijk Museum, Amsterdão e Museum Arnhem, Arnhem, Países Baixos; Fridman Gallery, Nova Iorque; Goodman Gallery, Londres; Havana Biennale, Cuba; Museum Bamako, Mali; Museum Tromso, Noruega; Künstlerhaus Bethanien, Berlim, e Badischer Kunstverein, Karlsruhe, Alemanha.

Ricardo Leandro

Ricardo Leandro (1982) é licenciado em Artes Visuais pela Universidade de Évora e encontra-se neste momento no segundo ano do mestrado de Arte Multimédia, na faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.
O seu trabalho tem uma forte presença de vídeo e som, instalação e escrita, e ultimamente tem desenvolvido projectos que usam práticas transmedia, onde os conceitos de arte e entretenimento são constantemente postos à prova, com o intuito de criar debates sobre a mensagem da obra artística e o seu relacionamento com o público.

Rivane Neuenschwander

Rivane Neuenschwander nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 1967. Artista visual, em suas obras, apresenta percepções sobre o cotidiano, usando materiais comuns, como plástico, casca, migalha, cabelo e poeira. Vê a parceria como estratégia para sua poética e dialoga com diversas áreas do conhecimento. Tem ampla pesquisa sobre o medo, em seus aspectos psíquicos e sociais, e questiona os códigos de comunicação, como a linguagem e o alfabeto. Participou de várias exposições nacionais e internacionais, como 50ª e a 51ª Biennale di Venezia (2003, 2005, Veneza), 27ª e 28ª Bienal de São Paulo (2006, 2008, São Paulo), Histórias da Sexualidade (2017, São Paulo), entre outras. Suas obras estão em grandes coleções institucionais como Tate Modern (Londres), Guggenheim (Nova York), MoMA (Nova York), TBA21 (Viena), Inhotim (Brumadinho).

Salomé Lamas

Salomé Lamas estudou cinema em Lisboa e Praga, artes visuais (AMF) em Amesterdão e é doutoranda em estudos fílmicos at the University of Coimbra. O seu trabalho tem sido exibido tanto em contextos artísticos com em festivais de cinema, tais como: Berlinale, Locarno, Museo Arte Reina Sofia, MNAC – Museu do Chiado, DocLisboa, MoMA – Museum of Modern Art, Museo Guggenheim Bilbao, Harvard Film Archive, Museum of Moving Images NY, Jewish Museum NY, Fid Marseille, Arsenal Institut fur film und videokunst, Viennale, Culturgest, CCB – Centro Cultural de Belém, Museu Serralves, Tate Modern, entre outros. Foi bolseira de: Gardner Film Study Center Fellowship – Harvard University, The Rockefeller Foundation – Bellagio Center, Brown Foundation – Dora Maar House, Fundación Botín, Fundação Calouste Gulbenkian, and Sundance. Colabora com a Universidade Católica Portuguesa e com a Elias Querejeta Zine Eskola. Trabalha com as produtoras de cinema O Som e a Fúria e Primeira Idade.

Sara Carneiro

Sara Carneiro (Viseu, 1994) é uma artista visual portuguesa que actualmente reside na Matola, Moçambique. Após terminar a sua licenciatura em Multimédia na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (Portugal) em 2016, mudou-se para Moçambique onde começou a leccionar na Faculdade de Artes do Instituto Superior de Artes e Cultura (ISArC). Nos últimos anos, a artista tem vindo a mostrar o seu trabalho internacionalmente, em exposições e festivais de cinema. O seu filme “Capítulo Um: A Chegada”, foi exibido em diversos festivais, com destaque para: Boda Boda Lounge: Transcontinental Video Art Festival (18 cidades no continente Africano); Proyector / Video Art Platform, Madrid, Espanha; short/age – Shortfilms for a New Age, Viseu, Portugal; e Festival Kugoma, Maputo, Moçambique. Em 2021 estreou o “Capítulo Dois: Dominação” no festival Maputo Fast Forward, na icónica sala de cinema do Cineteatro Scala. Através da criação de imagens abstratas e atmosféricas em obras que vão da escultura à videoarte, Sara explora relações simbólicas entre materiais, que lhe permitem falar sobre História, identidade e noções de poder.

Susana Gaudêncio

Susana Gaudêncio, nasceu em Lisboa, vive e trabalha no Porto. Gaudêncio vê a produção artística como plataforma para encontrar novas possibilidades de problematização da utopia, enquanto dispositivo crítico do cotidiano, eminentemente político.
Licenciada em Pintura (FBAUL). Mestre em Belas Artes (Hunter College. City University New York). Doutoranda (FBAUL) e membro do Centro de Investigação e de Estudos em Belas Artes (CIEBA) onde investiga sobre o tema “Máquinas de Imaginar: O Impulso Utópico na Arte Contemporânea”. É membro fundador do “Círculo de Leitoras Peripatéticas”, com Sofia Gonçalves e Susana Pomba e do colectivo Pessoa Colectiva com Mafalda Santos. Coordena o Programa Educativo da Casa da Arquitectura – Centro Português de Arquitectura. É docente no Mestrado de Artes Plásticas na ESAD, Caldas da Rainha.

Teresa Olea Molina

Teresa Olea Molina nasceu em Granada, Espanha, em 1991. Estudou Tradução e Humanidades entre as Universidades de Granada, Poitiers e Curitiba com especialização em Cultura Contemporânea na Univ. Complutense de Madrid. Desde 2017 trabalha em diferentes áreas da cultura e das artes, desde a produção e curadoria nas artes visuais à escrita e realização cinematográfica. Atualmente reside em Lisboa, onde estuda Cinema e Imagem em Movimento no Ar.Co.

Tiago Bastos Nunes

Tiago Bastos Nunes (n. 1999) Artista visual. Realizador. Diretor criativo. Creative Media Learner of the Year 2021, Embaixador Criativo da Pearson Education. O seu trabalho foi apresentado no Canal180, Centro Cultural de Belém, RTP, Fantasporto e MOTELX e no TIFF Bell Lightbox (Toronto, Canadá). Realizador e produtor pós-género para moda, ações sociais e museus, entre os quais a Active Citizens, World Wildlife Fund - WWF, Trienal de Arquitectura de Lisboa, Quantica, Village Underground e MAAT.
É um dos criativos do ADVERSA, um estúdio centrado no poder da identidade, estruturado por criativos visionários através de um manifesto de 'ARTE CONTRA TIPO'.

Tomás Guedes

Tomás Guedes nasceu no Porto no ano de 1998. É na cidade de Valongo que passa a sua infância e adolescência e onde explora desde pequeno várias atividades artísticas desde o teatro, pintura e especialmente vídeo. Com apenas 18 anos, mudou-se para a cidade de Lisboa onde reside até aos dias de hoje. É licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, tendo ainda passado pelo curso de Comunicação Audiovisual da Universidade Carlos III em Madrid. Atualmente, é aluno do Ar.Co do curso de Cinema/Imagem em Movimento.