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©Izabelle Louise

A cura que corre nas veias dos kurumin A cura que corre nas veias dos kurumin
Izabelle Louise

2026
4’37’’
29 agosto
às 22h00
Curadoria Jean-François Chougnet & João Pinharanda
Sessão Sessão Open Call

Esta obra conflui do encontro corporal- ritual com a artista de origem indígena Tremembé com a única estátua indígena em Portugal. Partindo da estátua colonial do Padre António Vieira, situada no espaço público de Lisboa, para problematizar as continuidades do imaginário colonial e a violência simbólica inscrita nos monumentos. A obra articula palavras, gestos e som como formas de reencantamento e confronto, transformando o espaço monumental em território de cura e memória, por meio da ativação desses seres encantados. 

O texto performado convoca perspetivas contra-coloniais silenciadas ao longo de mais de quinhentos anos de colonização, questionando os processos de apagamento, catequese forçada, batismo e desumanização inscritos tanto na história quanto na iconografia da escultura. Ao interpelar os corpos ajoelhados representados na obra escultórica, a performance devolve-lhes movimento, nome e ancestralidade, rompendo com a narrativa paternalista e com as categorias coloniais. Por fim, é ofertado água, mel, milho e luz para que os kurumin corram mata adentro.

Direção e roteiro: Izabelle Louise; Fotografia: Fernanda Leme; Edição: Tatiana Nequete

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A cura que corre nas veias dos kurumin
Izabelle Louise

2026
4’37’’
29 August
at 22h00
Location
Curator Jean-François Chougnet & João Pinharanda
Session Open Call Screening

This work emerges from a ritual-carnal encounter between an artist of Tremembé Indigenous origin and the only Indigenous statue in Portugal. It uses the colonial statue of Father António Vieira, located in the public space of Lisbon as a departure point, in order to problematize the continuities of the colonial imaginary and the symbolic violence inscribed in monuments. The work articulates word, gesture and sound as forms of re-enchantment and confrontation, transforming the monumental space into a territory of healing and memory through the activation of enchanted beings. 

The performed text summons counter-colonial perspectives silenced over more than five hundred years of colonization, questioning the processes of erasure, forced catechism, baptism and dehumanization embedded both in history and in the sculpture’s iconography. By addressing the kneeling bodies represented in the sculptural work, the performance restores to them movement, identity and ancestry, breaking with the paternalistic narrative and with colonial categories. Finally, water, honey, corn and light are offered so that the *kurumin* may run deep into the forest.

Director and Screenplay: Izabelle Louise; Cinematography: Fernanda Leme; Editing: Tatiana Nequete

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