Shall We Dance

Paulo Arraiano
27 Agosto

Curador: Jean-François Chougnet | Sessão: Open Call

Em um contexto contemporâneo que alguns podem chamar de 4ª revolução (Klaus Schwab), referindo-se a um novo paradigma digital e a transição apontam para um momento no tempo com presença de superinteligência, IA despertando; Revolução do DNA, biotecnologia; nanotecnologia e outros elementos que transformarão a sociedade e a realidade como a conhecemos, podemos chegar a um lugar em que decidiremos o que é máquina e o que é humano. Passando a realidade, estamos vivendo uma era de uma mudança exponencial tecnológica e biológica e uma nova revolução sensorial.

Apesar de uma perspetiva utópica ou distópica, estamos diante da ideia do antropoceno, idade geológica atual, vista como o período durante o qual a atividade humana tem sido a influência dominante nas mudanças de clima e ambiente em direção à superfície da terra e oceanos, nossa pegada de carbono cria radicais mudanças das Alterações Climáticas.

Apesar de ainda estarmos focados em uma visão antropocêntrica de nosso próprio mundo e buscando uma fuga tecnológica e científica, nosso corpo e a paisagem como um playground para átomos e moléculas se transformarão nos tempos atuais em um novo paradigma físico e até espiritual, com a possibilidade de existência de novas espécies híbridas ou máquinas biológicas com inteligência aumentada cognitiva. A possibilidade de clones, hologramas; e diferentes tipos de formas de vida e dados que criam perguntas sobre a percepção do que é realmente real. Um momento em que o solo, as plantas, os animais e a humanidade se tornam dados imortais…

Em relação aos estudos recentes, se os cientistas desenhassem uma enorme árvore genealógica para todos os animais da Terra, o galho mais antigo pertenceria à água-viva (medusa). Esta forma simples tem cerca de 95% de água e tem sobrevivido, devido à sua simplicidade até agora por oposição da humanidade, com um grau extremo de complexidade.

Detalhes

Data exibição:27 Agosto
Autor:Paulo Arraiano
Curador: Jean-François Chougnet
Ano:2020
Duração:3’29”

Obras selecionadas pelo curador: