Open Call

Jean-François Chougnet

Prémio Aquisição EDP/MAAT
Escolha do júri

Welket Bungué
Metalheart (2020)

 

Prémio Incentivo FUSO | RESTART
Escolha do público

Kopal Joshy
Letters to Nowhere (2018)

 

Prémio Menção Honrosa
Escolha do júri

Nuno Cera
HELLO TOMORROW (2020)

 

O júri foi presidido por Margarida Chantre (Fundação EDP/MAAT) e composto por Isabel Nogueira (historiadora de arte), Irit Batsry (artista), Yuri Firmeza (artista vencedor da Open Call 2019) e Susana de Sousa Dias (cineasta) como observadora.

 

Deliberação do júri

O Open Call da 12ª edição do Festival Fuso recebeu este ano 176 candidaturas de entre as quais foram selecionadas pelo diretor artístico do Festival, Jean François- Chougnet, 17 obras de artistas portugueses e estrangeiros a viver em Portugal. O júri quer agradecer desde já a participação dedicada de todos e congratula, em particular, os finalistas pela sua nomeação.

É com enorme prazer e reconhecimento que anunciamos como vencedor desta edição o vídeo de Welket Bungué (Guiné-Bissau, 1988), Metalheart de 2020 pelo despojamento que o mesmo apresenta na sua abordagem visual e sonora, mas também por uma qualidade poética marcadamente crua que o mesmo aporta na sua reflexão ao tema proposto para este ano: Diversidade. Adversidade.

O filme de 7 minutos regista a história diária de uma escavadora que trabalha numa lentidão de destroços e paisagem numa doca no Mindelo em Cabo Verde. Nesta aproximação imediata da câmara a uma aparente cena banal surge, por entre a estranheza da mesma, a interrogação sobre o retrato de uma outra realidade que coexiste com a nossa. Esta máquina de ferro, enferrujada e vagarosa, expõe a metáfora para os nossos próprios corações metálicos e para as feridas de uma diversidade global que o tempo presente enuncia com as suas consequentes adversidades.

O júri decidiu também atribuir uma menção honrosa à obra HELLO TOMORROW, 2020 de Nuno Cera pela narrativa visual intimista e fluída que o vídeo constrói sobre a interrogação do tempo do futuro. Pela janela da sua própria casa, o artista deambula entre um olhar pessoal (da casa, de dentro, do eu, do ontem) para um olhar do lado coletivo (da rua, do exterior, o outro, o amanhã) e assim vai questionando os polos opostos de um diálogo sobre a sua e nossa realidade.

Jean-François Chougnet

França

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