Itinerância do Fuso

Programa a Circular

Reload

Duração: 68’

“Reload” faz um ponto de situação sobre a produção de artistas premiados no Open Call, concurso aberto a artistas portugueses ou estrangeiros que vivem em Portugal.
Através de uma seleção cuidadosa, que visa criar diálogos à partida não estabelecidos, foram selecionados trabalhos de sete artistas, privilegiando, sempre que possível, a sua produção recente. Necessariamente diverso, expressando a produção contemporânea em vídeo, vários dos trabalhos que integram a sessão fazem uso de contextos poéticos e políticos, reivindicativos e contemplativos, documentais e ficcionais, cujas fronteiras são naturalmente instáveis.

Sessão Histórica: Ernesto de Sousa

Duração: 34’04”

Ernesto de Sousa (Lisboa, 1921–1988) foi uma das figuras mais complexas e ativas do seu tempo, um prolífico artista multidisciplinar e um ávido promotor de sinergias entre gerações de artistas da primeira e da segunda metade do século XX. Defensor de uma expressão artística experimental e livre, dedicou-se ao estudo, divulgação e prática das artes, como à curadoria, crítica e ensaística, à fotografia, ao cinema e ao teatro.
Na década de sessenta, entrou em contato com o movimento Fluxus e as neo-vanguardas europeias, travando amizade com Robert Filliou e Wolf Vostell. Este contato foi uma influência determinante para a reformulação da arte como “obra aberta”, experimental e participativa, são disto exemplos o exercício teatral Nós Não Estamos Algures (1969), o filme expandido Almada, Um Nome de Guerra (1969-1972) e o mixed-media Luíz Vaz 73, obras colaborativas da sua autoria.
Durante esta década, e até aos anos oitenta, organizou cursos, conferências e exposições sobre filme experimental, vídeo-arte, performance e happening, promovendo pontos de contato entre as neovanguardas internacionais e o contexto português.
Ao propor a celebração do Aniversário da Arte de Robert Filliou (Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, 1974), Ernesto de Sousa antecipou a Revolução dos Cravos e contrariou a posição periférica de Portugal na Europa. A exposição “Alternativa Zero” (Galeria Nacional de Arte Moderna, Lisboa, 1977) sintetiza o seu projecto de criação de uma vanguarda portuguesa em diálogo estético e ideológico com as suas congéneres internacionais.
Publicou, desde a década de quarenta, intensamente em revistas e jornais, sendo a sua crítica instrumental para a divulgar em Portugal práticas artísticas experimentais.
O seu forte envolvimento no movimento cineclubista, do qual foi fundador em Portugal, foi um contributo para a eclosão do “Novo Cinema” anunciado pela sua única longa-metragem Dom Roberto (1962), distinguida com dois prémios no Festival da Cannes em 1963. Importa ainda referir o estudo que desenvolveu acerca da arte popular portuguesa e a sua teorização no âmbito da arte contemporânea bem como a revisão da obra de Almada Negreiros, o “ingénuo voluntário” cuja obra anticipava as ideias que Ernesto defendia.
Foi comissário da representação portuguesa na Bienal de Veneza em 1980, 1982 e 1984.

www.ernestodesousa.com

Obras em exibição na sessão:
Happy People
Filme Super 8 mm transcrito para vídeo, cor, s/som
Havia um Homem Que Corria
Filme Super 8 mm transcrito para vídeo, cor, s/som
To a Poet
UMATIC transcrito para vídeo, cor, som

Parceiros

Locais e horários
Galpão VB Associação Cultural Videobrasil
São Paulo, Brasil
15 setembro 2018
17:00 às 19:00
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Escola de Artes Visuais do Parque Lage
Cine Lage – Rio de Janeiro, Brasil
28 setembro 2018
20:00
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Walk & Talk
Ilha Terceira, Açores
Claustro do Museu de Angra do Heroísmo
11 e 12 outubro 2018
21:30
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Fundación Luís Seoane
A Coruña, Espanha
Programa “Intersección”
9 e 10 novembro 2018
19:00 às 21:00
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