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Curadoria
Lori Zippay
28 Agosto
às 22:00
Local
Joan Jonas: Performance / Filme / Vídeo

Joan Jonas é uma aclamada artista multimédia cuja obra engloba filmes, videos, instalações e performances. É uma pioneira da videoarte e do cinema experimental. Com uma prática artística multifacetada, que se estendeu ao longo de sete décadas, Jonas criou uma singular teatralidade do gesto, do som e dos objetos, que é tão enigmática quanto emblemática. O seu extenso corpo de trabalho em vídeo monocanal e em instalações multimédia é um dos mais reconhecidos na arte contemporânea.

Formada em história da arte e escultura, Jonas é, desde meados dos anos 1960 e início dos anos 1970, uma figura central do movimento das artes performativas, criando obras que integram elementos da dança, do teatro moderno, das artes visuais e das convenções do teatro japonês Noh e Kabuki. Foi influenciada por cineastas experimentais como Jack Smith, que nas décadas de 1960 e 1970 estavam a testar os limites da forma e conteúdo cinemáticos.

Começa a utilizar o vídeo na performance Organic Honey’s Visual Telepathy (1972), na qual a gravação ao vivo e um monitor funcionam como espelho e dispositivo de mascaramento, como forma de transformar imagens, espaço e tempo. A sobreposição de espelhos e de imagens refletidas é uma marca distintiva e uma das estratégias empregues por Joan Jonas. Aparecendo mascarada ou coberta por véus, Jonas usa frequentemente nas suas performances disfarces ou representações como forma de estudar a topografia do gesto feminino; os seus desenhos adicionam densidade à textura das imagens. Recorrendo a encontros face a face e em close-up com a câmara e com o espetador, Jonas abre novos caminhos à linguagem do vídeo para criar um teatro íntimo do ser e do corpo.

Os primeiros trabalhos da artista estabelecem o cânone da videoarte, mas os seus filmes em 16mm são menos conhecidos, muito embora o filme Wind, de 1968, preceda em quatro anos o uso do vídeo. Jonas trabalhava geralmente sozinha no estúdio, mas os seus filmes, parecem criar um movimento contrário, celebrando os espaços urbanos vazios de Lower Manhattan e do ambiente circundante, no final dos anos 1960 e início dos anos 1970.

Os filmes são colaborativos, enérgicos e divertidos, e Jonas envolve os seus amigos da comunidade artística da cena downtown nova-iorquina; é como se eles irrompensem do estúdio para entrar naquele teatro ao ar livre que é o mundo natural, tanto o urbano como o rural.

Trabalhando nos interstícios entre o cinema, o vídeo e a performance, Jonas utiliza um vocabulário pessoal e idiossincrático de gestos ritualizados e objetos totémicos, que contêm em si significados elusivos, mas poderosos.

O programa inclui dois dos primeiros filmes de Joan Jonas, Wind (1968) e Songdelay (1973), recentemente restaurados, e registos da sua performance de 1973, Organic Honey’s Vertical Roll, na Galeria Leo Castelli, bem como o vídeo de 2003, Waltz, raramente exibido.

NESTA SESSÃO
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Wind
Joan Jonas
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Organic Honey’s Vertical Roll
Joan Jonas
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Songdelay
Joan Jonas
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Waltz
Joan Jonas