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All That Burns
Monica de Miranda
25 Agosto
às 22:00

Tudo o que arde desfaz-se no ar - como em "Tudo o que é sólido dissolve-se no ar", de Marx e Engels – transporta-nos para um imaginário do tempo presente, marcado pela realidade e urgência do aquecimento global. A metáfora de que tudo o que queima se dissipa e se funde com o ar num processo transformador (muitas vezes na tentativa de apagar memórias), alude às mudanças sociais e políticas na África. Durante a ascensão dos movimentos de libertação na África, o socialismo explorou a experiência da modernidade, na sua utopia e subsequente queda na decadência, uma realidade muito diferente daquele que era o seu projeto inicial. Um retrato parcialmente ficcionado e parcialmente documental, “All that burns” mostra espaços e lugares entre a ruína e a floresta, entre as visões utópicas da vanguarda modernista e as imagens pós-queda do socialismo e das suas ideologias. Espaços e lugares em São Tomé e Príncipe, apresentados como remanescentes do colonialismo, representando a queda de um império.

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